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Eis-me aqui, envia-me

MENSAGEM - Nas ruas de nossas cidades, as pessoas parecem voltar à “normalidade” tendo como diferença, na maioria das vezes, o uso das máscaras. Os convites para que o povo participe das atividades das campanhas dos candidatos nas eleições se intensificam. Parece que o coronavírus, desapareceu rapidamente em nosso meio e das estatísticas. As escolas tentam fazer alguma coisa para ocupar os alunos, através de aulas via online, que cansam tanto os professores quanto os educandos, quando a internet permite o acompanhamento. Nas Igrejas, somente nos festejos, em espaços abertos têm a presença expressiva das pessoas. A participação do povo através dos meios de comunicação não cresceu e as reuniões e palestras oferecidas através das redes sociais, já demonstram certo desgaste, sendo a participação aquém da esperada. No campo social, nos perguntamos o que fazer para viver concretamente o Pacto pela vida e pelo Brasil, que a Igreja em nosso país fez para ajudar na superação de tantos desafios neste momento. Por isso, neste mês missionário, convido a nos unir com toda a Igreja, para meditarmos esta frase do profeta Isaias:

 “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8)

REFLEXÃO - Em meio à situação difícil, Deus fez a pergunta e apelo a Isaías: “Quem enviarei?” e ele teve a coragem de responder “Eis-me aqui, envia-me” (Is.6,8). Esta chamada continua a se repetir a cada um de nós diante da urgente necessidade de cuidar e defender a vida tão ameaçada. Esta chamada parte do coração de Deus, cheio de misericórdia e compaixão que interpela a Igreja e a humanidade nesta crise em que passamos. Desafia-nos a doença, e os sentimentos que esta provoca na vida das pessoas, especialmente daquelas que perderam seus familiares nesta circunstância. Incomoda-nos o desemprego, a alta dos preços dos alimentos e materiais de construção e as propostas e decisões do governo federal de diminuir os recursos para a educação, saúde e dos organismos que protegem os mais pobres e o meio ambiente. Esta situação, em vez de nos levar a indiferença, ou ao cuidado exagerado conosco, deve nos ajudar a refletir a maneira como nos relacionamos com os outros e com o mundo que vivemos. Deus continua a procurar pessoas para enviar para testemunhar o seu amor, a sua salvação e a libertação integral no mundo atual.

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A impossibilidade de nos reunirmos nas Igrejas por este período nos levou a sentir a situação de muitas comunidades que passam longo tempo sem a celebração da Palavra e mais ainda sem a Eucaristia. É hora de levarmos mais a sério este apelo de Deus: ”Quem enviarei?” Maior disponibilidade de todos os batizados, maior paixão e zelo dos ordenados e consagrados pelo Reino do Senhor deveriam ser despertados neste mês. Continuemos a insistir no valor da oração e da ajuda material para as missões espalhadas no mundo inteiro, onde devemos dar de nossa pobreza. Faço minhas, as palavras de D. Pedro Casaldáliga, que recentemente faleceu: “ Nunca te canses de falar do Reino, nunca te canses de fazer o Reino, nunca te canses de checar o Reino, nunca te canses de acolher o Reino, nunca te canses de esperar o Reino”. Um grande abraço do vosso amigo, D. Sebastião Bandeira.

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Por - Portal Acesso Cristão

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