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A Palavra do Pastor Dom Sebastião Bandeira - Tu és sacerdote eternamente Sl. 109,4

“COMUNHÃO NA PALAVRA com Dom Sebastião Bandeira Bispo da Diocese de Coroatá”
Junho de 2019
“NOVO MILÊNIO”

Começamos o mês de junho com a ordenação sacerdotal do padre Raimundo Nonato Pinto, em Codó. A ele desejamos que seja um presbítero conforme o Coração de Jesus. Infelizmente, o Padre Waldecy Leitão, pároco de São Mateus, pediu a dispensa das obrigações sacerdotais, em razão da escolha de querer viver a vocação matrimonial. Agradecemos a ele pelo bem realizado ao longo destes anos e fazemos votos de que possa continuar servindo à Igreja à medida do seu estado de vida. Portanto, neste mês, em que celebraremos a festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo trago a reflexão sobre o ministério sacerdotal nos tempos atuais.  A afetividade dos ministros da Igreja, nunca foi tão discutida como agora, especialmente pelo Papa Francisco, que pede sempre a coerência na vida que abraçamos para servir integralmente à Igreja.

“Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!” Sl. 109,4
Para se viver fielmente e “para sempre” tanto na vida sacerdotal, quanto na conjugal dependemos de três fatores importantes: das circunstâncias, da espiritualidade e da graça de Deus. As circunstâncias hoje, não são boas. Vive-se um tempo em que o prazer é muito estimulado, como um bem precioso para viver o aqui e o agora. O prazer é insaciável. Não se contenta com o que já se viveu e não se preocupa com as consequências negativas para si mesmo e os outros.  A cultura do descartável penetrou em todos nós. Para superar este mal é preciso  criar um ambiente que favoreça  a integridade de vida. É preciso tomar consciência de que mesmo os consagrados são vulneráveis, como dizia um amigo “vela benta também queima e se acaba!”. Os cuidados com o nosso ser, agir e aparecer devem ser redobrados. Existem diversas formas mais profundas e duradouras de ser feliz, alicerçadas na doação aos outros, no respeito às decisões tomadas, na confiança que as pessoas têm em nós e no sentido maior que nossa vida pode dar, especialmente aos mais sofredores.
A espiritualidade é a grande força motivadora para nos conformar ao jeito de ser do Cristo que doou totalmente a sua vida aos outros e foi plenamente realizado como pessoa embora tenha tido a morte na cruz. Uma espiritualidade que trabalha a afetividade como dimensão importante para o equilíbrio emocional e a maturidade do ser humano, procurando ter a visão correta do sentido do corpo e da mente, do sentimento e da razão, do sofrimento e do prazer, do pecado e da graça, da justiça e da misericórdia, das coisas do mundo e das coisas de Deus. A eucaristia nos ilumina e nos ajuda a trabalhar nossa afetividade: pão e vinho que foram antes esmagados e processados e que com ação do homem e de Deus é muito mais do que alimento, momento de vida eterna.  Não nos  escandalizemos quando alguém desanima ao longo da caminhada, mas glorifiquemos a Deus por aqueles quer permanecem até o fim. Cuidemos cada vez mais de nossa vida e da missão que assumimos e rezemos com mais intensidade pela nossa Diocese. 

“Em comunhão e esperança” D. Sebastião Bandeira.


  
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