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A Palavra do Pastor Dom Sebastião Bandeira - O Dia Mundial dos Enfermos “Recebestes de graça, dai de graça” (Mt.10,8).





“COMUNHÃO NA PALAVRA com Dom Sebastião bandeira Bispo da Diocese de Coroatá”, Fevereiro de 2019.
“NOVO MILÊNIO”
“Recebestes de graça, dai de graça” (Mt.10,8).
                         
                    Neste mês, dia 11, celebraremos a festa de Nossa Senhora de Lourdes e também o Dia Mundial dos enfermos. Quem de nós, não tem um doente ou idoso em nossa família, que precisa da nossa atenção e cuidado? Quem de nós não se preocupa com a sua saúde, especialmente na velhice? Atualmente, a própria criação está enferma, devido à ação destruidora do homem, causando tantos crimes ambientais, provocando morte e sofrimento nas pessoas e danos irrecuperáveis na natureza. Na nossa Diocese, teremos o Encontro dos Bispos do Maranhão, para planejarmos as atividades deste ano. Baseando-me na mensagem do Papa Francisco, convido a todos, para meditar este versículo, que foi escolhido para o dia dos enfermos:

“Recebestes de graça, dai de graça” (Mt.10,8).
                O ser humano desde o seu nascimento é marcado pela necessidade do outro. Nunca conseguirá arrancar de si mesmo a fragilidade. E na doença, essa necessidade aparece de maneira mais marcante. Por isso o reconhecimento dessa verdade nos leva a ser humilde e a praticar com coragem, a solidariedade, como virtudes indispensáveis à existência. Não devemos ter medo de nos reconhecermos necessitados e incapazes de nos dar tudo aquilo que teríamos necessidade, porque não conseguiremos sozinhos, com as nossas próprias forças, vencer todos os limites. “A saúde é um dom relacional, depende da interação com os outros e precisa de confiança, amizade e solidariedade; é um bem que só se pode gozar plenamente, se for partilhado” diz o Papa Francisco. Saber retribuir o bem recebido é um indicador de saúde de uma pessoa. O dar não se identifica com o ato de oferecer um presente, porque só se pode dizer tal se for um dar-se a si mesmo: não se pode reduzir a mera transferência duma propriedade ou de algum objeto. Distingue-se do presentear, porque inclui o dom de si mesmo e supõe o desejo de estabelecer um vínculo. Neste dom, vamos perceber o reflexo do amor de Deus, que culminou com a encarnação de Jesus e na efusão do Espírito Santo.

                        Muitas pessoas nos ajudaram a compreender que o único critério de ação, e que nos torna credíveis é o testemunho de amor gratuito para com todos, sem distinção de religião, de partido político, de raça ou condição social. Daí que nossas obras sociais e nossas pastorais, mesmo que passem por muitas dificuldades nunca podem perder de vista a cultura da gratuidade, onde cuidar dos outros gratuitamente além se ser um serviço importante é uma forma de terapia do espírito. Somos também desafiados a trabalhar para tornar o Sistema Único de Saúde, o SUS, mais acessível e eficaz para a nossa população, especialmente os mais carentes. E por último, como disse um mestre, devemos ser remédio para as pessoas, curando com a nossa visita, com a nossa palavra, com o nosso abraço, e com alguma forma de estar presente na vida daqueles que estão marcados pela tristeza, sofrimento, doença ou limite. Que São Brás, protetor dos males de garganta e Nossa Senhora, Saúde dos enfermos, intercedam por nós.

 Seu amigo D. Sebastião Bandeira.

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