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Regional Nordeste 5 da CNBB foi o primeiro território a ser escutado em toda a Pan-Amazônia no caminho em preparação ao Sínodo para a Amazônia

Mais de 100 pessoas, delegados das 11 dioceses do regional Nordeste 5, participaram da primeira atividade territorial em preparação para o Sínodo para a Amazônia, em São Luís/MA, no Oásis – Casa de Oração, no último final de semana. O seminário faz parte das escutas que serão realizadas em toda a Pan-Amazônia em que os povos do bioma contribuirão na construção da Assembleia Sinodal. Participaram da atividade lideranças diocesanas de pastorais, representantes de comunidades indígenas, quilombolas, camponeses, pescadores, atingidos por mineradoras, quebradeiras de coco, leigos, religiosos, sacerdotes, bispo, pastorais sociais e organismos parceiros, como o Conselho Indigenista Missionário/CIMI e a Comissão Pastoral da Terra/CPT.

Foram quase três dias de encontro com formação, debates, escutas e muito diálogo. O grupo reunido no Maranhão, com assessoria da REPAM, pode conhecer e estudar o Documento Preparatório e responder ao questionário presente no material. As respostas serão enviadas à equipe de sistematização que, com as demais recolhidas ao longo dos próximos meses, farão parte da síntese que comporá o Documento de Trabalho dos membros do Sínodo.

O grupo foi acolhido por Dom Vandeci Santos Mendes, bispo de Brejo, que esteve presente durante quase toda a atividade. Para o bispo a Assembleia Territorial e todo o movimento de preparação para o Sínodo ajuda a despertar uma Igreja comprometida, que escuta e é profética e procura ser missionária em meio às comunidades tradicionais e todos os povos. “É de grande importância para nos animar e nos fortalecer nessa caminhada como discípulos e discípulas de Jesus Cristo”, afirmou Dom Valdeci.

Na tarde de sexta-feira, primeiro dia de encontro, com muita mística e espiritualidade, o grupo foi convidado a entrar no clima do seminário. Elisângela Barbosa, coordenadora de articulação da REPAM-Brasil, e Romina Gallegos, articuladora da REPAM, apresentaram a proposta do Sínodo para a Amazônia das atividades territoriais e escutas dos povos. Segundo Romina as fronteiras na Pan-Amazônia são apenas geográficas. “Estamos intimamente interligados, todos fazemos parte da mesma Pan-Amazônia, dessa riqueza do planeta, e precisamos estar cada vez mais unidos em favor dessa nossa casa comum e o Sínodo é uma grande oportunidade para tomarmos consciência disso e nos mobilizarmos ”, afirmou a articuladora da REPAM.

Escuta do território

Após a apresentação do caminho metodológico, o grupo foi convidado a partilhar sobre uma questão enviada previamente para compor a análise de conjuntura. De forma espontânea, as pessoas puderam partilhar as impressões, dificuldades e desafios de cada realidade. Em seguida, o professor Horácio Antunes, sociólogo da Universidade Federal do Maranhão contribuiu articulando as falas dos participantes e uma leitura da realidade. De acordo com o professor, toda a Pan-Amazônia passa por um processo intenso de expansão do capital, o que determina o que acontece no cotidiano da vida das pessoas e das comunidades da região, impactando diretamente do convívio com o bioma.

 “Esses processos deslocam as pessoas dos seus lugares, alteram as condições ambientais, o que significa poluição nos rios e no ar, ferrovias que provocam rachaduras nas casas e afetam a população com os intensos barulhos e desmatamentos que comprometem a biodiversidade. Tudo isso leva a uma mudança profunda nos modos de vida das pessoas, um efeito muito grave da atual conjuntura que passamos”, afirmou o professor.

Para finalizar o dia, foi realizada uma roda de conversa entre algumas lideranças e os participantes da atividade. Estiveram na mesa Antônio Gomes de Morais, coordenador regional da CPT, Rosana Diniz, representando o CIMI do Maranhão, Dr. Danilo Chammas, pela experiência de Piquiá de Baixo, Rosa Tremembé, liderança indígena, e Rosenilde Gregório, pelas quebradeiras de coco.

O segundo dia do encontro foi marcado pelo estudo e respostas ao questionário do Documento Preparatório. Pe. Dário Bossi, assessor da REPAM-Brasil, contribuiu com o grupo apresentando a parte do VER do Documento, interligando as questões do material à análise de conjuntura realizada no dia anterior. “A Amazônia é o meu tesouro. Não existe divisa, não existem fronteiras”, enfatizou o padre.

Após o estudo os participantes, em pequenos grupos, responderam às questões relacionadas a essa parte do texto. Um dos representantes de comunidades indígenas presente na Assembleia foi Bernardo Barros Gavião, da etinia Gavião, do distrito de Amarante, no município de Imperatriz/MA. Segundo Bernardo, uma das principais dificuldades enfretadas pelos indígenas na região, conforme pergunta do questionário, são os madeireiros. “Eles invadem nossas terras e destroem a floresta com grandes desmatamentos”, denunciou Gavião.

Pe. Ari Reis, também assessor da REPAM-Brasil, continuou o estudo apresentando a parte do DISCERNIR. “Tudo o que ameaça a vida dos povos e da criação vai contra a vontade de Deus”, afirmou Padre Ari Reis ao apresentar a segunda parte do Documento Preparatório do Sínodo para a Amazônia. “Deus está sempre disposto e permanentemente aberto ao diálogo. É seu Filho que continua o diálogo conosco em nome de Deus, aquele que renova conosco a aliança”, completou Padre Ari.

Seguido à fala do padre, os grupos se reuniram novamente para responderem às perguntas dessa parte do Documento. Entre as questões apresentadas, uma delas se referia ao sonho de Igreja para Amazônia. Para Rosenilde Gregório, quebradeira de coco, o sonho é de uma Igreja que se comprometa mais com o sofrimento do povo. “Que pudesse realmente abraçar mais a causa dos povos e comunidades tradicionais, para que a gente pudesse ter uma vida digna”, reforço Rosenilde.

A terceira parte do Documento, o AGIR, foi trabalhado na parte da tarde do segundo dia. De acordo com Pe. Ari Reis a Igreja precisa ouvir o clamor dos povos da Amazônia, pois a atitude de escuta significa fidelidade ao projeto de Jesus Cristo. “Uma igreja que é infiel ao povo é infiel a Jesus Cristo”, afirmou Ari. Por afinidade às questões referente a essa parte do Documento Preparatório, grupos foram formados para responderem a perguntas. À noite, de forma lúdica e descontraída, as dioceses e grupos presentes na Assembleia Territorial, apresentaram suas culturas.

No domingo, os participantes, em grupos por regiões do Maranhão, conversaram sore a presença da REPAM nos territórios locais e realizaram encaminhamentos sobre o Sínodo nos territórios. A proposta é que as bases possam ser ouvidas durante esse processo de preparação para o Sínodo.

Ao final do encontro, o grupo produziu uma carta síntese, endereçada a todo o povo de Deus no Maranhão, com os principais pontos discutidos na atividade territorial. Para Martha Bispo, secretária do regional Nordeste 5, o encontro foi muito positivo. Ela destacou a consciência da responsabilidade dos participantes da assembleia territorial que foram conscientes de que foram para estudar, refletir e contribuir com o Sínodo para a Amazônia e fez um apelo: Nós queremos de fato uma Igreja que responda às atuais necessidades da Amazônia, que nos ajude a viver, principalmente o seu povo nos seus territórios, que nos ajude na libertação e descolonização da Amazônia”, afirmou Martha.

Fonte: REPAM
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