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Comunhão na palavra - Julho de 2017.

Palavra do Pastor Bispo Dom Sebastião Bandeira

 
 "Ide e fazei discípulos meus todos os povos” Mt. 28,19.

Depois de vinte anos quase ininterruptos, estamos concluindo a realização das Santas missões populares em nossas paróquias da Diocese de Coroatá. Quanto trabalho realizado! Quantas experiências de fé e missão aconteceram, ao longo desses anos!  Agradeço imensamente ao empenho de tantas pessoas que com muita dedicação assumiram a missão de evangelizar, levando a boa notícia de Jesus às nossas famílias, percorrendo nossas ruas e estradas, com sol ou chuva, mas sempre com alegria no coração. A vivência da grande semana missionária nas duas paróquias de Coroatá, será uma forma concreta de toda a Diocese vivenciar o jubileu dos seus 40 anos de caminhada.

As santas missões chegam num tempo muito oportuno para o nosso povo. Diante de um país que passa por graves dificuldades políticas, econômicas e éticas, é preciso a Igreja viver o seu papel de alimentar a verdadeira esperança do povo. O primeiro passo é oferecer a alegria de viver que brota do encontro pessoal com Jesus Cristo. “O bilhete de identidade do cristão é a alegria: admiração diante da grandeza de Deus, do seu amor, da salvação que doou à humanidade não pode deixar de levar o crente a uma alegria que nem sequer as cruzes da vida podem afetar, porque também na provação há a certeza de que Deus está conosco” como lembra o Papa Francisco. “Desde os primórdios do cristianismo, a alegria é uma força de resistência mais eficaz que os antidepressivos da farmácia” EG 263.  

Para um mundo que vive atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e ódio, a alegria do discípulo de Jesus é uma necessidade bem concreta para todos nós.

 Na sua origem, a palavra missão, significa envio, partir, sair. Mas esta saída não é um deslocamento aventureiro para pregar o evangelho; não é turismo religioso. Nem somente uma intensa ação de visita às famílias e comunidades. È uma saída profunda, que toca as dimensões mais íntimas dos discípulos missionários. Não é sair para impor nossa vontade e nossa visão de mundo, querendo “organizar” o mundo dos outros. Isso não é missão, é dominação. Não é querer aumentar mais os membros da Igreja, a qualquer preço, isso é proselitismo. Não é sair com boas intenções para ser solidário com os pobres e buscar a minha realização pessoal. Mas missão é um encontro, onde me torno hóspede na casa do outro e torno-me seu companheiro de viagem da vida, partilhando o dom da fé.

 Exige uma mudança de mentalidade, profunda conversão. Eis então o grande desafio para todos nós de criarmos uma nova mentalidade de Igreja em saída. Como repensar a nossa forma de ser Igreja, para estar mais próxima das pessoas e dar-lhe sentido às suas vidas? O espírito missionário não pode se restringir a grande semana missionária, mas todo o dia a dia do cristão e da Igreja.

Que este tempo de missão e Jubileu, seja uma ocasião de bênção para todos nós e a Igreja de Coroatá. Vosso amigo

 Dom Sebastião Bandeira


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