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Palavra do Pastor Dom Sebastião - Cultivar e guardar a criação (Gn 2,15)




 Cultivar e guardar a criação (Gn 2,15)

 “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, nossas várzeas têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossa vida mais amores”. Escreveu Gonçalves Dias, no seu célebre poema, Canção do exílio, falando do Maranhão. Hoje, depois de tantos anos, nos perguntamos: o que restou de nossas matas, de nossas águas e de nossos pássaros? Como está a vida de nosso povo?  Preocupada com a destruição rápida e intensa da natureza, a Igreja no Brasil, vem mais uma vez trazer um tema muito atual para a vivência da fraternidade. Neste ano, vamos refletir sobre: Biomas brasileiros e defesa da vida. A expressão bioma, vem de duas palavras gregas, “bio” que quer dizer “vida” e “oma” significa “ massa, grupo ou estrutura de vida”. Podemos dizer que um bioma é formado por todos os seres vivos de uma determinada região, cuja vegetação é similar e contínua, cujo clima é mais ou menos parecido, com povos que tem história comum. 

O Maranhão é um estado privilegiado, pois têm dois grandes biomas, o da Amazônia e do Cerrado, sendo que podemos acrescentar ainda o dos manguezais, no litoral. O lema, escolhido, inspirado no Gêneses, foi: Diante da criação que Deus nos ofereceu de presente, somos chamados a ter sábias atitudes. A primeira é contemplar, admirar a beleza e diversidade de cada criatura. Esta beleza faz com que nos inclinemos com reverência e respeito diante desta obra maravilhosa. Da admiração, nascem o cultivo e o cuidado. Para sobreviver o homem precisa cultivar a terra, mas não de forma destruidora. 

Quando se promove um desenvolvimento econômico prejudicando a natureza, este não vai durar, pois não existe agricultura sem solo saudável, sem água, e sem um clima favorável. Em geral, os mesmos grupos que destroem a natureza, são aqueles que ameaçam a vida das pessoas, que nela moram. Por isso, a necessidade da conversão ecológica, que consiste em nos deixar iluminar em nossa relação com o mundo e com as pessoas que nos rodeiam, pelas consequências de nosso encontro com Jesus Cristo. Deixar de explorar a terra, como se fosse um objeto para dar lucro e passar a ser guardião, protetor da outra parte de minha existência, que sem ela não poderei viver. 

A quaresma é um tempo de graça e de bênção, marcado pela escuta da Palavra de Deus e pelo convite a mudança de vida, em relação a Deus, aos irmãos e à criação.  O Jubileu, na Bíblia era uma grande ocasião para o descanso da criação a fim de poder  conservar a sua fertilidade. Aproveitemos deste tempo para repensar o estilo de vida rural e urbano e em diálogo com as diversas instituições, busquemos propostas para melhor aproveitarmos os recursos naturais, sem destruí-los, superando várias formas de pobreza e dependência de nosso povo. Preocupemo-nos também em criar a cultura do cuidado, com cada pessoa que Deus coloca em nossa vida. Que São José, cuja festa celebraremos, interceda por cada um de nós. Vosso sempre amigo,


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