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Dom Sebastião Bandeira Bispo da Diocese de Coroatá - Nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio dia.



                           “NOVO MILÊNIO”

  “COMUNHÃO NA PALAVRA”,  – Fevereiro de 2017


Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários... nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio dia  (Is 58,9).

Estamos no sétimo mês, do ano jubilar dos 40 anos da Diocese de Coroatá. Convido a todos a entrar cada vez mais em um clima de oração, reflexão e cooperação para que este acontecimento seja uma ocasião para revigorar a nossa fé e a caminhada de nossa Igreja particular. Quero trazer presente, a Nota aos cristãos e cidadãos do Maranhão, que nós bispos publicamos, sobre o momento atual. As preocupações abordadas foram: a situação dramática dos presídios no país, a denúncia da falta de oportunidades, de educação com qualidade e trabalho para os quase 500 mil jovens no estado e as ameaças que os povos tradicionais, como quilombolas, indígenas e lavradores estão vivendo com a expansão do agronegócio, ao nosso redor.

O nome Jubileu vem do latim, jubilum, que significa “gritos de alegria’ e pretende traduzir o hebraico yobel, ao pé da letra “chifre do carneiro”. Isto porque, no início do jubileu, o sacerdote fazia ecoar um toque solene através deste instrumento, diferente da trombeta comum. O ano jubilar se inspirava no sábado, dia consagrado a Deus. Era uma forma de demonstrar que o tempo pertence a Deus, obra sua e o homem não tem domínio sobre ele. Para vivenciar este ano, a terra deveria repousar e todos teriam garantidos o direito da alimentação, pobres e ricos. Havia a libertação dos escravos e o perdão das dívidas, e a terra voltava aos seus antigos proprietários, onde cada um recuperava o seu patrimônio. O jubileu carregava dentro si muitos valores. Ninguém pode ser escravo por toda vida. As diferenças sociais não são uma realidade intocável e indiscutível. A terra e os recursos naturais têm uma função social. Mais importante que o direito à propriedade privada, está o homem em ser administrador dos bens que Deus lhe deu (Lv 25).

Em nossa última assembleia, refletimos que o Jubileu deve ser vivenciado nas duas dimensões: a celebrativa e a do compromisso concreto, com Deus, consigo mesmo, com a comunidade e com a criação. É memória de um ato libertador, que continua sendo luz para os nossos tempos, alimentando a esperança, em tempos difíceis. Que gestos poderemos fazer em nossas comunidades para que este jubileu seja marcante?  Sem dúvida, a oração sempre será o primeiro e importante passo para aprofundar e descobrir as luzes que este momento poderá nos trazer. Neste mês, em que celebramos o dia mundial dos doentes, (11.02) possamos descobrir o bem que eles fazem a nós, amando-os e servindo-os cada vez mais e melhor.
Que Deus nos abençoe e um abraço do amigo, 

D. Sebastião Bandeira.

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