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Bispo Dom Sebastião Bandeira - “Deus viu que tudo era muito bom” Gn. 1,31




Comunhão na Palavra, outubro de 2016.
“Deus viu que tudo era muito bom” Gn. 1,31

Passadas as eleições, somos convidados a continuar trabalhando pelo bem comum, agora já sabendo quem serão nossos vereadores e prefeitos para os próximos anos. A democracia embora seja considerada o melhor regime político, precisa ser aperfeiçoada em cada momento da história, para poder corresponder às necessidades verdadeiras do povo. A alternância no poder, em geral é sempre benéfica, poderá ser uma chance para verdadeiras mudanças de pessoas e forma de governar. Por iniciativa dos Bispos do Brasil, dia 12, será o início do Ano Mariano, em nosso país, visando celebrar os 300 anos que a imagem de N. Sra. Aparecida fora encontrada no Rio Paraíba do Sul, em S. Paulo. Quero convidar você para juntos refletirmos o tema deste mês missionário: “Cuidar da casa comum é nossa missão”, cujo lema é:

Cada vez mais está crescendo a consciência de que cuidar da casa comum, o mundo, faz parte da missão de todo ser humano, especialmente dos que creem em Deus. Para sermos felizes, precisamos saber cultivar a relação com Deus, com o próximo e com a criação de maneira harmoniosa. 
Percebe-se a estreita ligação que existe entre todos os seres e a natureza. A preocupação com o mundo, parte de dois gritos: o grito dos pobres que mais sofrem e o grito da Terra que geme pela exploração. Como lembra o Papa Francisco “Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social, mas uma única e complexa crise socioambiental” onde deve se buscar caminhos para superar toda forma de pobreza, e sofrimento e ao mesmo tempo cuidar e proteger a criação. Ao valorizar esta frase do Gênesis, queremos ressaltar o dever de todo ser humano, de não estragar, aquilo que Deus fez e que era bom. È uma nova visão, que valoriza, mais o cuidar, o zelar do que o dominar, o explorar, como se a criação fosse um acréscimo ao ser humano. Nesta visão a criação passa ser um grande útero, abrigo, que deve ser cuidadosamente preservado com o risco de nossa missão perder o sentido. É preciso acontecer a conversão ecológica, mudar nossas atitudes na maneira de viver, trabalhar e construir o mundo.                 

Algumas perguntas devemos fazer:  Que herança devemos deixar para quem vai nos suceder, nossas crianças e nossos jovens?  Para que e por quem lutamos e trabalhamos? O que juntos poderemos fazer para evitar estragos no ambiente em que vivemos? Nossa Senhora Aparecida, é um grande sinal para nós, brasileiros. Os pescadores percebendo este sinal, partilharam com os demais companheiros de trabalho a alegria de ter sentido a presença de Deus através daquela humilde imagem, tornando-se missionários. A experiência nos diz que o “resultado do trabalho pastoral não se apoia na riqueza dos recursos como meios, mas na criatividade do amor” Papa Francisco. Valorizemos a peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, em nossas paróquias, para que seja um momento de oração, evangelização e conscientização ecológica, dando atenção especialmente, às crianças, aos jovens e aos mais pobres.

Que Maria, a mãe de misericórdia, nos inspire na missão de cuidar da casa comum e contagiar os outros com a nossa mensagem de vida e esperança.
Deus vos abençoe. 

Bispo Dom Sebastião Bandeira


















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