A única maneira de tais católicos poderem se casar novamente é receberem uma anulação, um veredicto religioso segundo o qual seu primeiro casamento jamais existiu por causa da falta de certos pré-requisitos, como maturidade psicológica ou livre arbítrio.
"Ninguém pode ser condenado para sempre, porque esta não é a lógica do Evangelho! Aqui eu estou falando não só dos que se divorciaram e voltaram a se casar, mas de todos, em qualquer situação em que se encontrem", disse o papa.
Os progressistas da Igreja já propuseram o uso de um "fórum interno" no qual um padre ou bispo trabalhe com um católico divorciado que voltou a se casar para decidirem conjunta e privadamente, e caso a caso, se a pessoa pode ser plenamente reintegrada e receber a comunhão.
Francisco pareceu acolher esta visão, dizendo que "não poderia providenciar um novo conjunto de regras gerais... aplicáveis a todos os casos", mas pediu "discernimento responsável, pessoal e pastoral de casos em particular".