-
-
OBRIGADO POR ACESSAR O PORTAL ACESSO CRISTÃO - MÊS VOCACIONAL, REZEMOS POR TODAS AS VOCAÇÕES.

Dom Sebastião Bandeira - Comunhão na palavra, março de 2016.


“O cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão com o sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão com o corpo de Cristo? “ 1 Cor 10,16.  

                    Uma das mais bonitas celebrações, que teremos neste mês, será a Missa dos Santos Óleos. Nela, além de serem abençoados os óleos do batismo, do crisma, e da unção dos enfermos, os sacerdotes renovarão diante do bispo o seu compromisso feito no dia da ordenação. Como é emocionante ver estes homens que diante de todo o povo e da Igreja presente, dizem mais uma vez o seu “quero com a graça de Deus” continuar consagrados, buscando identificar-se com o Senhor.

                     Neste ano, o Papa Francisco determinou que mudasse uma frase do Missal Romano, onde diz de quem pode ser lavado os pés, na quinta feira santa. Antes se falava “dos homens escolhidos’ e agora passou a ser “os escolhidos entre o povo de Deus”. Portanto, agora o grupo dos Doze pode ser formado por homens, mulheres, jovens, idosos, crianças, consagrados ou leigos, conforme a comunidade achar conveniente. Como demoram as mudanças na Igreja...

                  Três símbolos fortes de comunhão e partilha: o cálice, o pão e o corpo de Cristo.  Neste momento, vem em minha mente, a última missa celebrada por D. Oscar Romero, arcebispo de São Salvador, que neste mês, completa mais um ano do seu martírio. Enquanto ele levantou o cálice, na hora da consagração, recebeu um tiro e o seu sangue misturou-se com o vinho consagrado, o sangue de Cristo. Beber o cálice significa comungar com a pessoa, a causa e o destino de Cristo.

                  O pão repartido, deve se concretizar em nossas vidas quando nós nos tornamos alimento para os outros, com a palavra, com o afeto, com os dons que possuímos. A comunhão é quem mantém a Igreja, corpo de Cristo. Esta comunhão pressupõe aceitação da verdade que não está só em mim, vivência equitativa da partilha dos bens, e a superação da “anarquia da vontade”, fazer somente o que quero e não aquilo que deve ser feito para o bem maior. Tenhamos muito cuidado, para não apodrecermos com a nossa auto-suficiência, não aceitando ser  regados pelo sangue e o oxigênio que alimenta todo organismo da Igreja.   


                     Esta frase foi pronunciada em um contexto litúrgico. Como nos preparar melhor para vivermos o tríduo pascal, com toda a sua riqueza litúrgica, evangelizadora e transformadora? Como beber o cálice com aqueles que derramam as suas lágrimas e seu sangue ao nosso redor? O que o Ano da Misericórdia tem me transformado em vista de viver a comunhão com aqueles a quem tenho ressentimento, dificuldade e aversão dentro da família, na Igreja e no mundo?  Como tem crescido em nós e na nossa comunidade  a atitude do cuidado com o outro e com a “casa comum”?  Que a Páscoa vos conceda alegria e esperança. 

Um grande abraço do seu amigo, D. Sebastião Bandeira.
[ CLIQUE AQUI PARA COMPARTILHAR NO WHATSAPP ]

Sobre Portal Acesso Cristão

PORTAL DE NOTÍCIAS CATÓLICA DO MARANHÃO ""
Postar um comentário