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Brasil envia missionária ao Haiti


Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participaram, no fim da tarde de terça-feira (27), da missa de envio da irmã Zenaide Laurentina Mayer. A religiosa fará parte do Projeto Missionário Intercongregacional, que a Igreja no Brasil desenvolve no Haiti desde 2010, quando um terremoto devastou o país. 

A celebração eucarística foi presidida pelo bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Esmeraldo Barreto de Faria.
Em sua homilia, dom Esmeraldo recordou o evangelho do dia, tirado do livro de São Lucas, em que Jesus compara o Reino de Deus a uma semente e ao fermento. “Reunidos nessa celebração, guardemos no coração essa importância da vivência da missão, esse chamado de Deus para nossa vida, para vivenciarmos esse Reino que é de Deus, que Jesus disse que é semelhante à semente e ao fermento”, motivou o bispo.
Dom Esmeraldo falou sobre a missão considerando que cada pessoa é uma “semente de Deus e uma terra de Deus que acolhe a semente, e, ao mesmo tempo, a pessoa que semeia”.
“Em nome de Deus e como vocação e missão, somos chamados a semear e a colocar no coração e na vida das pessoas essa semente que traz a força de Deus, mas ao mesmo tempo a missão nos implica de tal forma que nós nos tornamos terra, nos tornamos lugar que recebe a semente de Deus que vem das outras pessoas”, explicou.
À missionária, dom Esmeraldo indicou que deve ser uma semeadora que possui a “semente de Deus”. Entretanto, ela não deve se esquecer o que irá encontrar no país caribenho. “Lá no Haiti tem um povo que grita pela força do Espírito, a natureza com todas as pessoas de lá, eles gritam esperando esta semente, mas lá também já está essa semente, lá também já tem semeadores e semeadoras, não só as irmãs que a senhora vai encontrar e conviver”, recordou.
Além de semeadora, a missionária será, de acordo com dom Esmeraldo, terreno. “Que a senhora possa acolher toda semente de Deus que vem para sua vida e para o seu coração”, disse.
A comparação com o fermento também acontece da mesma maneira. “A senhora vai ser a pessoa que vai colocar esse fermento, que vai levar esse fermento, mas a senhora vai ser farinha. Com certeza, no Haiti, não vai ser só farinha pronta, mas vai ser um trigo que vai ser moído, moído, para se tornar uma farinha”, afirmou o bispo.
O presidente da celebração ainda exortou aos presentes a não terem medo de se aproximarem das periferias e “tocar nas feridas de Cristo”.
Ao final de sua fala, dom Esmeraldo ressaltou o fato da missa de envio ocorrer durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB. “A evangelização não é um ato isolado, já lembrava Paulo VI na Evangelii Nuncianti, mas é um ato fundamentalmente eclesial. A senhora lá vai viver como Igreja, vai ser um sinal da Igreja aqui do Brasil que está em união com a senhora”, disse.
A celebração seguiu com a bênção que pede a Deus que a missionária seja guiada e fortalecida “para que não se deixe abater pelo trabalho e pela fadiga”. A prece também roga que “suas palavras sejam eco da voz de Cristo” e atraia para a observância do evangelho os que a escutarem.
Dom Esmeraldo benzeu e entregou à religiosas a Cruz, que simboliza o amor de Cristo e a missão “para qual a Igreja a escolheu”. Irmã Zenaide também recebeu das mãos da presidente da CRB, irmã Maria Inês Ribeiro, a bandeira do Haiti.
O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha,  entregou uma vela. "É com muita esperança, mas também com uma gratidão muito sincera que nós te entregamos esta chama da fé em Cristo, luz da palavra, luz que é Cristo. Vá compartilhar esta luz, esta chama com aqueles irmãos e irmãs, um povo irmão, acolhido, lá do Haiti", disse dom Sergio.
Também foi entregue, pela coordenadora do Conselho Missionário Diocesano (Comidi) da arquidiocese de Brasília, Cláudia, e pela pequena Yasmin, integrante da infância Missionária, o cartaz da Campanha Missionária. Dom Esmeraldo pediu que a irmã Zenaide levasse o material em sua viagem.

Expectativa

Natural de Witmarsum (SC), irmã Zenaide fez sua profissão religiosa em Presidente Getúlio (SC), na congregação das Irmãs Franciscanas de São José. Ela comentou sobre suas expectativas para a missão. “A expectativa é que a gente possa conviver, ser fraterno e realmente fazer um trabalho de irmão para irmão e em comunhão com as irmãs que já estão lá e também com o povo, com a cultura. E que a gente possa realmente fazer um trabalho do Evangelho junto às pessoas que estão lá”, espera.
Durante a missa de envio, estiveram presentes religiosas da Congregação que atuam em Nova Alvorada do Sul (MS), Rio Verde (GO), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Presidente Getúlio (SC).
Fonte: CNBB

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