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PALAVRA DO PASTOR DA DIOCESE DE COROATÁ - MÊS DE JUNHO.

“Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” 2Tm.7

“Eu não me escandalizo das fraquezas dos homens, o que admiro é de quem persevera até o fim’, dizia um sábio religioso. Junto com as alegrias das festas juninas, das comidas típicas, das fogueiras, mastros e bandeirolas, somos convidados a refletir neste mês dedicado a tantos santos populares, sobre a fidelidade na fé, o que estes homens e mulheres conseguiram alcançar até a conclusão de sua existência. Celebraremos também, no dia 29 próximo, os 50 anos da presença das Irmãs Josefinas, em Itapecuru, vivendo e apoiando a “criança perseguida” através da educação e evangelização na escola e na comunidade. 

“Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” 2Tm.7

O apóstolo Paulo resume o que aconteceu em sua vida dedicada á missão. Apresentou Cristo crucificado e ressuscitado, sinal de contradição e escândalo para muitos que buscavam um estilo de vida baseado na lei do menor esforço, da vantagem imediata, do máximo de satisfação, da lógica humana do sucesso, da razão e do aqui e agora. Ele escolhe acreditar, de ver além do visível, de não ficar parado, nem omisso, nem com medo de ser incompreendido. Isto seria o seu fim. Para Paulo, viver é resistir, combater o mal entranhado nas ações humanas e nas estruturas da sociedade, é acima de tudo buscar ser uma nova criatura, movida pela força poderosa do amor, da fé e da esperança. Por isso, que ele diz aos seus colaboradores: “Diante de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, eu te peço com insistência: proclama a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente, convence, repreende, exorta, com toda a paciência e com a preocupação de ensinar”(2Tm 4,1-3) 

“Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” 2Tm.7

A perseverança na fé, até o fim, é uma questão muito importante na vida de cada um. È uma graça que devemos pedir constantemente e é uma meta que deve ser buscada. Permanecer fiel significa mais do que abraçar algumas verdades abstratas e absolutas: é um compromisso pessoal e com Jesus Cristo, de quem tem origem a nossa fé. Os santos, de maneira especial os mártires, não deram a vida apenas por “verdades”, mas por Deus, para não serem infiéis a Deus e aos compromissos de consciência para com Ele. A fé que não é nutrida fica frágil e pode desaparecer. Condição para perseverar na fé, é alimentá-la na Palavra de Deus, na oração, na eucaristia, na participação da vida da comunidade, e na prática das virtudes, sobretudo da caridade. Fortalece a fé a convivência amorosa e contemplativa junto ao povo, apoiando-lhe nas suas justas reivindicações e na defesa de seus direitos, que muitas vezes são desrespeitados, ou simplesmente tirados.

È hora de reanimar as nossas motivações para viver com autenticidade aquilo que cremos. O cansaço do dia a dia, as derrotas e desilusões, o sentimento de não ser valorizado e ouvido, de não poder resolver muitas coisas, nada nos deve levar ao desânimo. “ Viver é lutar. A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos, só pode exaltar” (Gonçalves Dias).

A você invoco as bênçãos de Deus, seu bispo e amigo,
D. Sebastião Bandeira

FOTO: INTERNET
TEXTO: D. Sebastião Bandeira
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