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COMISSÃO DOS CONFLITOS NOS CAMPOS DO BRASIL 2012 DA PASTORAL DA TERRA LANÇA RELATÓRIO ANUAL.


A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou nesta segunda-feira (22) em Brasília (DF) o relatório anual ‘Conflitos no Campo Brasil 2012’ que está na 28ª edição. Os dados do relatório mostram a variação de conflitos no campo no ano de 2012. Os conflitos por terra, nos últimos cinco anos, vêm apresentando uma tendência de crescimento. O ano passado o número de conflitos chegou a 1067. O crescimento de 2012 é de 3,1%, em relação a 2011. Destaca-se, em 2012, o Nordeste com a maior parte dos conflitos por terra 490 (46% do total), seguido da região Norte, 302 (29%). O Maranhão é o estado com o maior número de conflitos, 161, seguido da Bahia, 122, e Pernambuco, 105. O Nordeste sobressai também pelo crescimento no número de ocupações, de 88 para 123. Estas se concentraram na Bahia (58) e Pernambuco (38), os dois estados campeões no número de ocupações. Os conflitos pela água subiram de 68, em 2011, para 79 nesse último ano. A CPT registrou, também, conflitos em tempo de seca em 2012. Ocorreram 36 em seis estados do país. Somando todos os conflitos que a CPT registra, por terra, água, trabalhistas e em situação de seca, o número total de conflitos em 2012, soma 1.364 conflitos, somente um a mais do que em 2011, 1.363. Os conflitos pela água apresentaram crescimento de 15%, passaram de 68 para 79. Foram registrados em 2012, 36 conflitos em tempos de seca, nenhum no ano anterior. Já os conflitos trabalhistas apresentaram um recuo de 31%. De 260, em 2011, para 181, em 2012. Outro dado revelado no relatório foi que em 2012 a violência esteve muito presente no cenário do campo brasileiro registrando um crescimento acentuado de 24% no número de assassinatos (de 29, para 36), de 102% nas tentativas de assassinato (de 38, para 77) e de 11,2% no número de trabalhadores presos (de 89 para 99). Já o número de ameaçados de morte teve uma redução, de 347, em 2011, para 295. Um declínio de 15%. Mas um dado que merece atenção especial é o de que 7 das 36 pessoas assassinadas, já haviam recebido ameaças de morte. Praticamente 1 em cada 5 dos assassinados já tinham sido ameaçados de morte.

FOTO: CPT
TEXTO: A12


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