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50 anos do primeiro documento aprovado pelo Concílio Vaticano II


A celebração matinal que reúne os bispos da 51ª Assembleia Geral foi realizada em ação de graças ao aniversário de 50 anos do primeiro documento aprovado pelo Concílio Vaticano II, em 1963. Trata-se da Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a Sagrada Liturgia. Durante a animação, foram repetidas as palavras do Papa Francisco, o qual afirmou no início da semana que “o Concílio é bela obra do Espírito Santo”. O celebrante convidado foi dom Armando Bucciol, bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), que preside duas comissões da CNBB – a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia e a Comissão Episcopal para os textos litúrgicos. Dom Armando explica que este tema é o único que foi aprovado sem resistência pelos bispos do Concílio, em 1963, e que desde então permanece em contínua transformação. Com o passar dos anos, as alterações litúrgicas tornaram-se mais claras e acessíveis a todos os cristãos. “Os elementos mais visíveis foram: deixar o latim, o canto gregoriano e outras expressões ligadas a uma história gloriosa e significativa, mas que não falam mais aos tempos de hoje; e tê-la aberto para uma participação maior, sobretudos de leigos”, disse. Para isso, destaca-se o aprimoramento da formação dos religiosos, que também é citado no documento: “a reforma da liturgia tal como a salvação, nunca será alcançado sem o empenho constante para a formação de todo o povo de Deus, incluindo seus ministros”. Em contrapartida, dom Armando recomenda que os significados e sentimentos sejam mantidos. “Precisamos voltar às fontes da liturgia, recuperar a espiritualidade mais profunda, compreender as raízes e as razões da reforma litúrgica para vivê-la com mais naturalidade”. Em sua homilia, o bispo reforçou a necessidade de manutenção da mistagogia , que é o período de iniciação ao mistério, ocorrido após o recebimento dos sacramentos do batismo e da comunhão. Para ele, este conceito deve ser constantemente renovado em leigos mas, principalmente, em religiosos. “No que se refere à formação, quem está à frente deve ter uma mistagogia ainda mais profunda e apurada”, finalizou.

FOTO: CNBB
TEXTO: CNBB


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